domingo, 27 de maio de 2018

Os Lusiádas na Figuração de Levi Guerra

No dia 15 de maio, tivemos a honra de assistir a uma "aula aberta" com o artista plástico Levi Guerra a expor as suas pinturas no Centro de Artes de Águeda. Explicou-nos a sua motivação na escolha do temas destas 10 pinturas que corespondem aos 10 Cantos dos Lusíadas e chamou a atenção para alguns pormenores dos seus quadros.
Foi uma aula viva e colorida.
À turma do 9ºE, deixou uma mensagem de esperança, e lembrou que a partir da leitura dos Lúsiadas se faz uma reflexão cívica perfeitamente atual. Deu por exemplo a ousadia dos portugueses e pediu que nã dessem ouvidos aos "velhos do Restelo". Nada se obtem sem esforço e sem trabalho, o caminho é vosso.

Levi Eugénio Ribeiro Guerra nasceu em Águeda a 19 de setembro de 1930. Licenciou-se em Medicina no ano de 1955. Foi docente da FMUP entre 1957 e 2001, tendo dirigido os serviços de Biologia Médica (1969/1972) e Nefrologia (1993/2000), assim como o departamento de Medicina (1998/2000).
Reformado como Diretor de Serviço do Hospital de S. João, foi o fundador e Diretor dos Serviços de Nefrologia do Hospital de Santo António e do Hospital de S. João, “fellow” do American College of Physicians, membro honorário da Academia Brasileira de Medicina, da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna e da Sociedade Portuguesa de Nefrologia. Uma carreira médica e académica que lhe valeu várias distinções, incluindo o Prémio Nacional de Saúde 2013 do Ministério da Saúde, a Medalha de Ouro da Ordem dos Médicos, em 2016, ou a Medalha de Ouro da Cidade do Porto, nesse mesmo ano.
Enquanto artista plástico e autor, foi objeto de 27 exposições individuais de pintura e tem dois livros de poesia publicados. 
Retirado de https://noticias.up.pt
Uma pessoa bem interessante e um exemplo, como se pode ver neste trabalho da RTP









Visita à Casa Museu do Cancioneiro

No dia 14 de maio, continuámos a visitar casas no Património de Trazer por Casa, desta vez com a turma do 11H2 do Curso de Técnico de Animador Sociocultural.
Na disciplina Área de Expressões e no módulo "Arte, Património e Tradição", tendo como principais objectivos: reconhecer a força das tradições, costumes e danças, como expressões artísticas genuínas e valorizar o património cultural como fonte inspiradora no âmbito da expressão plástica.
Os alunos já tinham trabalhado os conceitos de Património e já a professora tinha feito um trabalho específico sobre o património de Águeda, com especial ênfase sobre as loiças do Outeiro.
Fomos então empurrar a porta desta casa...e ouvir as histórias que ela tinha para nos contar, pela voz de Rosa Irene Noronha.


Museu de Etnografia e Antropologia ... A Casa-Museu Cancioneiro de Águeda apresenta uma exposição do seu espólio na Rua Júlio Portela (Venda Nova)
  





A entrada é todo realizada com seixos provenientes do rio Águeda















Alguns exemplos de motivos tradicionais das cerâmicas do Outeiro




Ténica especial de pintura para aproveitar os vários restos de tinta



Fomos a Casa da Orquestra Típica e do Cancioneiro de Águeda

Quando falamos com as pessoas de Águeda, são raras aquelas que não têm uma memória ou uma ligação com  um destes grupos. São acarinhados por gerações de aguedenses e por essa razão não fazia sentido não tentarmos ver por dentro estas duas casas e não conhecer estas pessoas que perpetuam o patrímónio musical e folclórico.
São pessoas que herdam essa paixão, dão do seu tempo e se dedicam à cultura.
A professora Susana, volta a uma infância feliz no seio do grupo do qual fez parte. Os olhos brilham e a palavra anima-se ao falar desses tempos. A irmã, a rofessora Clara também relembra esses momentos alegres da sua juventude. Logo me falaram da professora Rosa Irene que continua esse legado famíliar e é agora a ensaiadora do Grupo do Cancioneiro.
Na turma do 9ºE, o Duarte vibra com estes assuntos, pois corre-lhe nas veias o gosto herdado do seu avó e do seu pai, hoje ensaiador da Orquestra Típica. Nessa mesma turma muitos conhecem a casa porque muitas vezes é lá que se dão algumas aulas do Conservatório. Quando se falou do dia 11 de maio, a Diana disse que também pertencia a esse grupo mas não nos disse que seria o seu primeiro ensaio. Contactei a professora Ana Isabel que é hoje a diretora do grupo ao qual também pertenceu desde sempre.
Por tudo isto, fazia todo o sentido que este projeto do "Património de Trazer por Casa" passasse por vivermos por dentro a vida destes grupos. Lançamos o desafio aos encarregados de educação, assistir a uma ensaio de cada um destes grupos.
Dia 11 de maio, 9h30 , lá estávamos nós, frente à igreja matriz de Águeda, também conhecida por Igreja Paroquial de Santa Eulália, numa noite cerrada e de chuva mas fomos calorosamente acolhidos e convidados a participar diretamente nos ensaios.
Afinal tivemos o privilégio de assistir ao primeiro ensaio da Diana que, soubemos mais tarde, também lá tinha tido a avó.
E o que cantámos e o que dançámos? O Malhão de Águeda pois então!



Foi uma honra assistir ao primeiro ensaio da Diana

O Duarte, debaixo do retrato do seu avô, fundador da Orquestra Típica de Águeda

No ensaio do Cancioneiro, houve rencontros calorosos e muito entusiasmo para dançar... depois de algumas hesitações.








quarta-feira, 9 de maio de 2018

Dia da Europa 2018

Mais uma vez se celebrou o Dia da Europa na ESAP. Este ano aprendemos mais a jogar.
O peddy paper foi dinamizado pelos voluntários Erasmus+ no âmbito da educação não formal.
Cada grupo passou por 4 jogos em que pudemos mostrar os nossos conhecimentos sobre a Europa, mas também aprender muito, ao mesmo tempo que nos divertíamos.
Alegria e divertimento não são inimigos da aprendizagem.

E até tirámos umas belas fotos!